<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
		>
<channel>
	<title>Comentários sobre: Para quem usa Metrô em Sampa</title>
	<atom:link href="http://ultimashoras.wordpress.com/2008/05/07/alstom/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://ultimashoras.wordpress.com/2008/05/07/alstom/</link>
	<description>Tudo sobre as últimas, as penúltimas, as antepenúltimas e mais para trás ainda. Alguma coisa sobre o futuro, próximo e remoto.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 09 May 2008 12:18:43 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
		<item>
		<title>Por: Maria do Carmo</title>
		<link>http://ultimashoras.wordpress.com/2008/05/07/alstom/#comment-3</link>
		<dc:creator>Maria do Carmo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 May 2008 12:18:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://ultimashoras.wordpress.com/?p=25#comment-3</guid>
		<description>Acabo de reler no Uol o Dicionário de Tucanês, de autoria do sempre querido José Simão.

Entre as diversas pérolas, Simão registra para Corrupto a definição &quot;Pessoa movida pela ideologia da propina&quot;.

A Alstom deve ter descoberto isso, durante os anos FHC não havia corruptos, só antes e depois.

Durante esse período o que havia, e muito eram essas &quot;pessoas movidas pela ideologia da propina&quot;.

Em São Paulo também foi e é assim: até o Fleury havia corruptos, de lá para cá só esses indivíduos militantes da ideologia supra-citada.

Esses &quot;acertos&quot;, essas &quot;contribuições espontâneas&quot;, exigidas pelos &quot;agentes políticos&quot; que organizam &quot;caixa de campanha&quot; do &quot;homem lá de cima&quot;, foram o que mais cresceu de Covas para cá.

Entrevistei certa vez um deputado da &quot;base tucana&quot; que me disse, em off, que a diferença deles e do Quércia ou do Collor, era só de porcentagem. E que acabavam arrecadando até mais, pois faziam mais obras e &quot;grandes operações financeiras&quot;.

Segundo ele, nunca foi tão fácil &quot;fazer caixa&quot; como depois das vitórias de Covas e FHC. Foi a partir daí que resolveu abandonar o quercismo. Ganhava mais a partir de então.

Voltando ao assunto da Alstom, que ninguém estranhe de aparecer o nome daquele engenheiro von Richthofen que foi assassinado, junto com a esposa, pela filha Suzane.

Nos meios políticos e jornalísticos comenta-se muito um interesse muito especial de certos políticos pelas viagens que a menina fazia antes do assassinato dos pais.

Dizem que ela sabe certos códigos que deixam muitos tucanos malucos, e que os valores que esses códigos preservam são muito elevados, dignos de presidenciáveis &quot;movidos pela ideologia da propina&quot;.

Outra feita ouvi de um empresário-empreiteiro, referindo-se a dois finados tucanos de alta plumagem: &quot;eram os mais bicudos&quot;, &quot;cobravam muito caro&quot;, e &quot;era tudo no fio do bigode&quot;, mas &quot;cumpriam os acordos direitinho&quot;, &quot;sem vacilo nenhum&quot;, &quot;acabava ficando até mais barato&quot;.

Isso é tucanês puro! José Simão faria um tratado sobre esse dialeto se conversasse com certas figuras do mundo da &quot;ante-sala&quot; do poder tucano, seja em São Paulo, seja em Minas, seja no Rio Grande, seja em qualquer lugar.

Ficaria de cabelos em pé se soubesse as histórias de Goiás, da época do Perillo, que era conhecido como &quot;garoto esperto&quot;.

De São Paulo então nem é preciso dizer nada. Até o Geraldinho, com aquela cara de banana amarrenta, tinha um código para dizer aos empresários parceiros que tinha autorizado o &quot;acerto&quot;.

Geralmente o fazia em suas viagens ao interior, em poucas palavras, ainda em cima do palanque, ou quando caminhava dentro do empurra-empurra.

Serra é diferente, enfrenta com a cara e a coragem, é fácil de perceber isso naquela sua visita à Planam, quando da distribuição das famosas ambulâncias dos sanguessugas.

Em resumo, estamos bem de políticos da &quot;ideologia da propina&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de reler no Uol o Dicionário de Tucanês, de autoria do sempre querido José Simão.</p>
<p>Entre as diversas pérolas, Simão registra para Corrupto a definição &#8220;Pessoa movida pela ideologia da propina&#8221;.</p>
<p>A Alstom deve ter descoberto isso, durante os anos FHC não havia corruptos, só antes e depois.</p>
<p>Durante esse período o que havia, e muito eram essas &#8220;pessoas movidas pela ideologia da propina&#8221;.</p>
<p>Em São Paulo também foi e é assim: até o Fleury havia corruptos, de lá para cá só esses indivíduos militantes da ideologia supra-citada.</p>
<p>Esses &#8220;acertos&#8221;, essas &#8220;contribuições espontâneas&#8221;, exigidas pelos &#8220;agentes políticos&#8221; que organizam &#8220;caixa de campanha&#8221; do &#8220;homem lá de cima&#8221;, foram o que mais cresceu de Covas para cá.</p>
<p>Entrevistei certa vez um deputado da &#8220;base tucana&#8221; que me disse, em off, que a diferença deles e do Quércia ou do Collor, era só de porcentagem. E que acabavam arrecadando até mais, pois faziam mais obras e &#8220;grandes operações financeiras&#8221;.</p>
<p>Segundo ele, nunca foi tão fácil &#8220;fazer caixa&#8221; como depois das vitórias de Covas e FHC. Foi a partir daí que resolveu abandonar o quercismo. Ganhava mais a partir de então.</p>
<p>Voltando ao assunto da Alstom, que ninguém estranhe de aparecer o nome daquele engenheiro von Richthofen que foi assassinado, junto com a esposa, pela filha Suzane.</p>
<p>Nos meios políticos e jornalísticos comenta-se muito um interesse muito especial de certos políticos pelas viagens que a menina fazia antes do assassinato dos pais.</p>
<p>Dizem que ela sabe certos códigos que deixam muitos tucanos malucos, e que os valores que esses códigos preservam são muito elevados, dignos de presidenciáveis &#8220;movidos pela ideologia da propina&#8221;.</p>
<p>Outra feita ouvi de um empresário-empreiteiro, referindo-se a dois finados tucanos de alta plumagem: &#8220;eram os mais bicudos&#8221;, &#8220;cobravam muito caro&#8221;, e &#8220;era tudo no fio do bigode&#8221;, mas &#8220;cumpriam os acordos direitinho&#8221;, &#8220;sem vacilo nenhum&#8221;, &#8220;acabava ficando até mais barato&#8221;.</p>
<p>Isso é tucanês puro! José Simão faria um tratado sobre esse dialeto se conversasse com certas figuras do mundo da &#8220;ante-sala&#8221; do poder tucano, seja em São Paulo, seja em Minas, seja no Rio Grande, seja em qualquer lugar.</p>
<p>Ficaria de cabelos em pé se soubesse as histórias de Goiás, da época do Perillo, que era conhecido como &#8220;garoto esperto&#8221;.</p>
<p>De São Paulo então nem é preciso dizer nada. Até o Geraldinho, com aquela cara de banana amarrenta, tinha um código para dizer aos empresários parceiros que tinha autorizado o &#8220;acerto&#8221;.</p>
<p>Geralmente o fazia em suas viagens ao interior, em poucas palavras, ainda em cima do palanque, ou quando caminhava dentro do empurra-empurra.</p>
<p>Serra é diferente, enfrenta com a cara e a coragem, é fácil de perceber isso naquela sua visita à Planam, quando da distribuição das famosas ambulâncias dos sanguessugas.</p>
<p>Em resumo, estamos bem de políticos da &#8220;ideologia da propina&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
